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Esportes

O esporte paraibano tem no futebol sua maior tradição. Oficialmente, o esporte bretão foi introduzido no Estado no ano de 1908, por um grupo de acadêmicos, durante o período de férias. Na ocasião, um dos estudantes, José Eugênio Soares, trouxe do Rio de Janeiro uma bola de futebol. Juntamente com colegas, ele fundou o Club de Foot Ball Parahyba e, com a equipe, promoveu a primeira exibição pública de futebol em solo paraibano. O crescimento da tradição do futebol era evidente e, em 5 de março de 1914, foi fundada a Liga Parahyba de Foot Ball.

No dia 3 de maio de 1919, em uma reunião com representantes dos clubes existentes, surgiu uma nova entidade que recebeu o nome de Liga Desportiva Paraibana (LDP). O primeiro jogo oficial determinado pela então LDP, foi realizado no Hypodromo Parahybano, no dia 25 de maio do ano de 1919. Cabo Branco venceu a equipe do Royal por 1 x 0. Em 1941, foi criada a Federação Desportiva Paraibana, que passou a ser chamada, em 1947, de Federação Paraibana de Futebol até os dias atuais. Nas duas últimas décadas, os títulos de campeão estadual foram conquistados pelas equipes do Treze, Sousa, Campinense, Botafogo, Santa Cruz e Confiança.

Nas piscinas - Na piscina, a Paraíba também tem história. A tradição dos esportes aquáticos no estado teve início na década de 60, pelos clubes Cabo Branco e Astrea, em João Pessoa. Primeiramente, a natação foi o esporte mais evidente e, uma década após a popularização dela, foi a vez do polo aquático também ganhar força. As grandes conquistas paraibanas nos esportes aquáticos tiveram início em 1979, quando Kay France, atleta paraibana, conseguiu realizar a travessia do Canal da Mancha, localizado entre a França e a Inglaterra, conquistando o recorde mundial e o título de primeira mulher latino-americana a alcançar tal proeza.

Nas duas últimas décadas, a natação passou a se desenvolver de maneira mais qualitativa no estado, com a conquista paraibana de títulos nacionais e internacionais. Dentre os internacionais, o maior destaque foi o do atleta Kaio Márcio, campeão e recordista mundial, sem sombra de dúvida o maior nadador paraibano de todos os tempos.

As atividades de Nado Sincronizado, Polo Aquático e as Maratonas Aquáticas passaram a ser realizadas de forma mais sistematizada na Paraíba. A Natação Master se desenvolveu bastante, por meio da realização de vários campeonatos regionais e nacionais.

No mar - Das piscinas para o mar, a Paraíba tem ganhado força em esportes como o kitesurf e windsurf. Naturalmente, existe um cenário bastante atrativo par isso: ventos constantes durante todo o dia por, pelo menos, oito meses ao ano; áreas seguras para decolar; mar raso e sem ondas; temperatura agradável da água. Esses atributos têm tornado o litoral paraibano em um dos polos mais atrativos para a prática desses esportes, no Brasil.

Mesmo a Paraíba não apresentando grandes ondas em seu litoral, o Estado também tem revelado ao mundo grandes representantes do surf, desde atletas já consagrados no esporte - como Fábio Gouveia, Saulo Carvalho, Ulisses Meira, Diana Cristina, Jano Belo, Alan Saulo e Erbeliel Andrata -, aos talentos da nova geração, como Elivelton Santos e José Francisco.

Paratletas – No esporte, a Paraíba também é exemplo de superação, e se destaca com as conquistas de seus paratletas. Títulos mundiais recentes são reflexos disso. Nas Paralimpíadas de Londres, em 2012, quatro paratletas do estado - Daniel Dantas, Fábio Luiz, Marcos José e Severino Gabriel - ganharam medalha de ouro no futebol de cinco. No goalball e na natação, José Roberto e Phelipe Andrews, respectivamente, foram medalha de prata, também na Paralimpíadas.

 

Personalidades

Hulk

Hulk


Givanildo Vieira de Souza, mais conhecido como Hulk, é um dos recentes destaques esportivos da Paraíba, que tem brilhado para todo o mundo, nos campos de futebol. Ele nasceu no dia 25 de julho de 1986, em Campina Grande.

Hulk começou sua carreira como lateral, ainda adolescente. Tempos depois, passou a atuar como atacante. No Brasil, ele ganhou certa notoriedade quando jogava no time Vitória, da Bahia. Contudo, com apenas 18 anos, ele deixou o clube e foi para o Japão, onde jogou pelos times Kawasaki Frontale, Tokyo Verdy e Consadole Sapporo.

Em 2008, Hulk foi transferido para Portugal, onde atuou pelo Futebol Clube Porto. Atualmente, ele possui contrato firmado com o time Zenit, soma em seu currículo diversos jogos vestindo a camisa da seleção brasileira e é dono de um dos passes mais caros da história do futebol. Em campo e fora dele, Hulk faz questão de destacar suas origens e seu orgulho por ser paraibano e nordestino.

 

Aline Pará

Aline Pará


A Paraíba também possui representante no handebol. Um grande nome que leva o nome do Estado pelo mundo afora neste esporte é a pessoense Aline Waleska Rosas Lopes, mais conhecida como Aline Pará. A vida acadêmica fez a atleta descobrir sua paixão pelo handebol logo cedo. Uma bolsa de estudos que Aline ganhou em 1992 exigia que ela praticasse a modalidade, e, com o tempo, ela faz de tal "exigência" a sua profissão.

Em 1995, Aline viveu um importante momento em sua carreira, ao ser eleita a melhor jogadora do Campeonato Brasileiro de handebol. Mas outros grandes momentos ainda estavam por vir. Defendendo o uniforme da seleção brasileira, ela foi medalha de ouro no Panamericano de São Domingos e fez participações memoráveis em Olimpíadas.

 

Edinanci  Fernandes da Silva

Edinanci Fernandes da Silva


No judô, a Paraíba apresentou ao mundo uma atleta fenomenal. Edinanci Fernandes da Silva, natural de Sousa, sertão do Estado, nasceu em 23 de agosto de 1976, mas, ainda garota, se mudou com a família para Campina Grande, onde começou a treinar judô aos 15 anos, por recomendação médica, já que sofria de labirintite. Após ter seu potencial para o esporte descoberto, ela se mudou para São Paulo.

Não demorou muito para ela brilhar para o mundo. Representando o Brasil, Edinanci conseguiu medalha de ouro nos Jogos Panamericanos de 2003, na República Dominicana, e na edição dos jogos em 2007, no Rio de Janeiro, se tornando a primeira judoca brasileira a faturar ouro em duas edições consecutivas da competição. A paraibana também faturou medalha de bronze no Campeonato Mundial de Judô, nas edições de 1997 e 2003.

Em 1996, quando se preparava para competir em sua primeira Olimpíada, realizada em Atlanta, Edinanci se viu diante de uma polêmica. Ela teve que passar por um teste de feminilidade, o que a levou a participar dos jogos psicologicamente abalada. Por duas décadas, Edinanci Silva foi referência nas categorias médio (72kg) e meio-pesado (78kg) no judô feminino brasileiro. Em 2010, ela decidiu se aposentar.

 

Ednalva Laureano da Silva

Ednalva Laureano da Silva


A maratonista Ednalva Laureano da Silva, mas conhecida como Pretinha, é uma paraibana que, literalmente, correu muito brilhar no mundo inteiro. Ela nasceu no sítio Geraldo, em Alagoa Nova, e é filha do casal de agricultores Sebastião Lauriano da Silva e Maria do Carmo Lauriano da Silva. Na infância, ela trabalhou na agricultura com os pais e 11 irmãos plantando feijão, batata, mandioca e laranja.

No ano de 1998, Pretinha conheceu o professor Josenildo Sousa, que a incentivou e apoiou a praticar o atletismo. Assim teve início uma carreira de grandes conquistas. Entre os títulos obtidos pela atleta destacam-se: bicampeã da Corrida de Reis de Brasília; bicampeã do troféu Cidade de São Paulo; tricampeã da Corrida 10 km do Brasil; tricampeã da Corrida Tribuna de Santos, em São Paulo; 2º lugar na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte; 1º lugar na Corrida de São Fernando, no Uruguai; e 2º lugar na Prova de Pista, em Portugal.

Além disso, ela obteve vários troféus conquistados em provas locais e boas colocações em corridas de destaque a exemplo da São Silvestre, em São Paulo.

 

Kaio Márcio

Kaio Márcio


A Paraíba também tem seu nome representado nas piscinas pelo mundo afora. O pessoense Kaio Márcio Ferreira da Costa Almeida é um grande representante da natação brasileira, se destacando como especialista no nado borboleta.

O nadador teve influência do pai, José Márcio, quando começou a nadar no Esporte Clube Cabo Branco, na capital paraibana. Em suas primeiras competições, Kaio tinha apenas 15 anos. Contudo, a relação dele com as piscinas começou ainda mais cedo, por indicação médica, quando ele tinha apenas 9 anos.

Carreira precoce, muito bem sucedida. Em 2005, ele foi escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro como o melhor nadador do país. Em dezembro do mesmo ano, ele conseguiu estabelecer um novo recorde mundial nos 50 metros borboleta em piscina curta (25 metros).

No ano seguinte, Kaio sagrou-se campeão mundial nos 100 metros borboleta no campeonato mundial de piscina curta, em Shangai. Em 2007, conquistou duas medalhas de ouro nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, nas provas de 100 e 200 metros borboleta, e foi prata no revezamento 4x100, medley.

Depois disso, Kaio bateu, ao menos, quatro recordes sulamericanos. Até hoje ele representa o Brasil nos principais torneios de natação do mundo e é um dos maiores orgulhos do povo paraibano, no cenário esportivo.

 

Zé Marco

Zé Marco


A Paraíba também possui seu nome cravado na história do vôlei de praia. Tudo graças ao talento e garra do pessoense José Marco Nóbrega Ferreira de Melo, o Zé Marco. Ele nasceu no dia 19 de março de 1971. Atuou no vôlei de praia acompanhado de seu parceiro Ricardo, participando das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, conseguindo o nono lugar; e da de Sydney, em 2000, quando conseguiu a medalha de prata.

O atleta paraibano começou jogando handebol e vôlei de quadra, mas resolveu abandonar o curso de Administração de Empresas para se dedicar ao vôlei de praia. Fazendo dupla com Ricardo, chegou a ser considerado o melhor jogador do mundo. Hoje, se aposentou do esporte e ocupa um cargo público no Governo do Estado. Ao longo de sua carreira, ele sagrou-se bicampeão brasileiro, campeão sul-americano e tricampeão mundial.