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O novo ritual do cafezinho

Foto: Divulgação
Da próxima vez que alguém sugerir encontrar com você para tomar um cafezinho, fique atento. Pode vir à mesa uma taça de Martini, um sorvete, caldas coloridas ou mesmo um potinho com especiarias para acompanhar. No país onde 99% dos lares consomem o tradicionalíssimo café brasileiro, o uso do grão tem sido reinventado pelas mãos de profissionais ultragabaritados locados nas cafeterias País afora. O resultado: uma bebida muito mais apurada, em um local especialmente charmoso. 

É que muito além de qualidade, das variedades e do sabor, o café se tornou um movimentador grandioso da economia e é responsável por cifras gigantescas. Hoje o Brasil é visto pelo mundo como a nação do café. Temos a maior produção do planeta, somos o segundo país que mais consome a bebida e estamos na liderança no ramo da exportação. Este produto-símbolo ganhou novas e elaboradas versões gourmet, e te crescido de forma significativa, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café, a Abic. Para a associação, até o fim deste ano, o segmento deve expandir 7,7% e gerar uma receita de R$ 20 bilhões. Pelas projeções da Abic, o mercado de cafés especiais também deve triplicar até 2019 no Brasil. Se nosso terroir é propício, os negócios criativos acompanham a tendência.

Este movimento, claro, acompanha o comportamento do consumidor, que está cada vez mais interessado em ampliar seu conhecimento. Aos poucos, ele começa a saber diferenciar o café por tipo de grão, suas intensidades e sabores. Seja pelo aumento do poder aquisitivo ou pela crescente curiosidade de provar especialidades diferentes, é perceptível uma maior sofisticação no consumo. Frequentar cafeterias ou boutiques de café se tornou um hábito cada vez mais comum e, assim, o tradicional cafezinho virou só um detalhe.

As cafeterias, de fato, vêm se multiplicando no País e não se limitam a apenas servir café. Além de um local criativo e aconchegante, boa parte dos estabelecimentos já dispõem de serviços como wi-fi, oferecem café empacotado, gostosuras artesanais e orgânicas, cafeteiras, louças, CDs e DVDs, livros e até obras de arte. Sair para tomar um cafezinho requer um novo ritual. Encontrar amigos, promover um date, ler um livro, o jornal do dia, ou até mesmo destinar um tempo para pensar, planejar e, quem sabe, até mesmo para não fazer nada. Espaços charmosos, gestão profissionalizada e a clientela disposta a pagar um pouco mais pela qualidade são os ingredientes que estão fazendo esse segmento, de grão em grão, se consolidar.

Em tempo: Uma recente pesquisa do Sebrae Paraíba identificou a existência de 26 cafeterias em João Pessoa e uma tendência interessante: muitos profissionais estão fazendo do local um verdadeiro escritório – com direito a música agradável ambiente, laptop e o mais saboroso latte para conectar também as ideias e fazer negócios.


Esta  coluna foi publicada na revista O Concierge.

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Andréia Barros

Andréia Barros

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora e especialista em Assessoria de Comunicação pela Universidade Estácio de Sá, Andréia é diretora da Integrativa Assessoria de Comunicação. Profissional premiada regional e nacionalmente, é também sócia e editora do portal Paraíba Total e editora e apresentadora do Programa Paraíba S/A (TV Manaíra/ Band PB).