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Foto: internet
A linha de Seguros Pessoais no Brasil vem crescendo sensivelmente no Brasil nos últimos 10 anos. Se olhássemos um pouco para um passado curto, o que se tinha para ofertar ao consumidor de seguros era o Auto, o Vida e o Residencial. Hoje existe outra série de negócios voltados para esse público.

Vamos separar por segmento e iniciar com o Seguro de Pessoas. Os Seguros de Vida garantem a cobertura de todas as mortes, seja por causas naturais, doença ou acidente. Neste, os valores aumentam à medida que vamos envelhecendo, pois ficamos mais suscetíveis a ocorrência de um sinistro face a própria biologia humana, que nos tornam mais fracos fisicamente, podendo assim gerar a ocorrência. Algumas seguradoras limitam a aceitação até 65 anos de idade para entrada no plano, além da exigência de preenchimento de Declaração de Saúde, podendo a proposta ser recusa, com a apresentação de comorbidades.

E o que fazer se não tenho como evitar envelhecer e adoecer? Algumas opções oferecidas são os Seguros de Acidentes Pessoais, mais democrático, não é necessariamente a idade que serve de relevância até porque a cobertura é mais restrita tendo como principal apenas a morte proveniente de algo súbito, de causa externa que gere uma lesão física, ou seja, um acidente. Nessa modalidade não há a necessidade de Declaração de Saúde, com o custo sensivelmente mais barato e muitas vezes com limitadores de aceitação até 75 anos.

No segmento de Responsabilidade Civil, temos os Seguros que protegem a profissão. Importantíssimo relatar a impossibilidade de exercer um trabalho sem ter seguro. O novo Código Civil é extremamente severo e deixa muito claro que por algum ato de negligência, imprudência e imperícia o causador do erro tem que obrigatoriamente reparar o dano com seus próprios bens, além do que o cidadão tem ficado cada vez mais ciente dos seus direitos e dessa forma judicializando mais as relações contratuais.

Nos Seguros de Patrimônio, temos vários, o Seguro do Auto, o Residencial, de Embarcações, Seguros para Bike, Patinete Elétricos e até pra Células Fotovoltaicas.

Quem nunca precisou de um chaveiro, um eletricista ou um encanador? Sem falar a máquina de lavar ou geladeira que quebra sempre quando menos esperamos. Todos esses benefícios vêm junto com a cobertura do Seguro Residencial, que também dará amparo a um Dano Elétrico em um equipamento, um roubo de seus pertences ou até mesmo um Incêndio de pequena ou grande proporção.

Hoje com a cultura do corpo e saúde mental ligada às atividades físicas, podemos proteger o que antigamente chamávamos de bicicleta – hoje, Bike – com tecnologias cada vez mais avançadas que chegam a custar em média R$ 15.000,00 a 30.000,00 de fibra de carbono e outras ligas metálicas. Vulneráveis – por que não? – ao risco de roubo ou acidente que possa danificar o quadro e perder o equipamento.

Não menos importante, as Células Fotovoltaicas cada vez mais presentes nos lares dos brasileiros que, além da busca de energia limpa, almeja economizar com o custo da energia. Com a proteção do seguro, garante-se, além do roubo das placas ou um dano elétrico, todos os danos de causa externa, como um objeto arremessado contra o equipamento ou um vendaval que levante a estrutura e venha a danificar o equipamento.

Motivos para a proteção não faltam. Assim, é fundamental entender que da mesma forma que vivemos, estudamos, trabalhamos, economizamos ou investimos para possuir coisas e produzir estabilidade, estamos sujeitos a, num lapso de segundo, perder tudo que conquistamos com enorme sacrifício. Logo, “prevenir para não remediar” é a melhor saída... Seguro, ao contrário do que possa parecer, não é despesa, sim a certeza de equilíbrio e tranquilidade.


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Adjamir Pontes

Adjamir Pontes

Adjamir Pontes é especialista em Seguros, atuando no mercado desde 1991. Trabalhou na BANORTE SEGURADORA, TREVO SEGURADORA, UNIBANCO AIG SEGUROS, atualmente CEO da GARANTIA SEGUROS na PB e RN, Professor da ESCOLA NACIONAL DE SEGUROS e Criador de Conteúdo @descomplicando.seguros