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O design do negócio

Foto: internet
Empresas preocupadas com a experiência do cliente colocam o design no centro da cultura organizacional.

O Design surge na Revolução Industrial para intermediar as necessidades da indústria – os fabricantes – com as necessidades das pessoas – os usuários. Até hoje, o propósito fundamental do design permanece intacto. O que mudou, foram as necessidades, tanto das empresas quanto das pessoas.

O design atua essencialmente na interação entre o homem, as coisas e o seu entorno. O que, na linguagem do marketing, seria: o consumidor, o produto e o mercado. No entanto, essas nomenclaturas podem limitar a nossa visão sobre o problema e, consequentemente, trazer resultados pouco expressivos.

O design vem assumindo um papel estratégico dentro de empresas consideradas “design centric”, ou centradas no design, como Apple, Nubank, Google e Airbnb, para citar algumas.

Essas empresas enxergam o design não como uma questão estética. Elas aplicam os princípios do design no modo como suas equipes trabalham e como elas encaram os desafios no dia-a-dia. Nessas empresas, design é um modo de ver o mundo. 

Em 2013, a IBM abriu um estúdio de design em Austin, Texas – parte de um investimento de 100 milhões de dólares na construção de uma cultura centrada no design. 

“É simples, nosso objetivo – numa escala jamais vista no mercado – é modernizar o desenvolvimento de software para os usuários de hoje, que exigem bom design em tudo, tanto em casa quanto no trabalho.” Explica em um press release, Phil Gilbert, gerente geral do projeto. Na época, a empresa pretendia contratar 1.000 designers.

Essa ideia sobre design vem se propagando rapidamente no ambiente corporativo. Há dois motivos que contribuem para que isso aconteça: um é a mídia especializada em gestão e empreendedorismo que traz regularmente conteúdo sobre design como ferramenta de inovação. E o outro, é a valorização dessa especialidade em empresas de consultoria organizacional, aceleradoras e encubadoras de startup. Basta dizer que, nos últimos anos, empresas líderes em serviços de design foram adquiridas por gigantes como a Deloitte que comprou a Doblin, a Accenture que comprou a Fjord e a McKinsey que comprou a Lunar.

Em mercados menores, isso também vem se desenvolvendo com rapidez, porém, empresas de menor porte têm que lidar com problemas mais primários e não conseguem depositar energia e recursos suficientes para que o design traga resultados de maior dimensão. 

O fato é que, seja em gigantes estabelecidas internacionalmente ou em empresas menores de atuação local, o design gera vantagem competitiva captando os desejos não explícitos dos clientes e dando significado emocional às marcas

Design é uma ferramenta essencial para simplificar e humanizar. Ele transforma problemas complexos em produtos e serviços simples do ponto de vista do cliente, o que torna sua experiência muito mais positiva. Essa é a característica principal do design que encanta os empresários. Afinal, o cliente compra experiência, e não produtos.

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Jones Siqueira

Jones Siqueira

Jones Siqueira é designer, diretor de arte e ilustrador. Atuou entre São Paulo e Dublin para empresas como SESC-SP, Metrô de São Paulo, ONU, Tourism Ireland, Bord Gáis Energy, entre outras. Atualmente está à frente da Neopop, onde aplica o design como ferramenta de negócios, ajudando empresas a estreitarem a distância entre estratégia e criatividade.