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A síndrome do "ainda não estou pronto"

Foto: internet
Tem um movimento empreendedor que está indo na contramão dos modelos tradicionais. Mas o que é ser tradicional no empreendedorismo, afinal?

Vamos fazer uma contextualização importante. A famosa geração “Y”, também chamada geração do milênio, geração da internet, ou milênios (do inglês: Millennials) é um conceito em Sociologia que se refere aos nascidos após o início da década de 1980 até, aproximadamente, o final do século. O instituto de pesquisa Pew Research Center classifica como geração Y os nascidos entre 1980 e 1996 [1]. Esse pessoal está hoje na faixa etária entre 24 e 40 anos.

Não é à toa que muitos deles se destacam rapidamente em seus movimentos empreendedores por se utilizarem de metodologias ativas de aprendizado, modelos de negócios ágeis e ferramentas tecnológicas que aceleram a obtenção de resultados e dão mais assertividade no acompanhamento de seus planos de ação.

Para eles não existe a aderência pelo chamado “tradicional”, ou seja, tradicional fica para a geração anterior, a “X” (indivíduos nascidos entre meados da década de 1960 e o início da década de 1980). Essa geração “X” não teve tantos recursos tecnológicos à mão e isso os fez atuar de uma forma mais segura e cautelosa, dando mais rigidez ao processo de mudança rápida e de readaptação. O fato de estarem sempre em busca do conhecimento os fez ou faz precisarem se preparar muito para se destacarem e “concorrerem” com os “Y”.

É bem certo que nem todos são assim, mas é provável que sejam mais resistentes aos MVP´s (Minimum Viable Product), que trata de um produto viável mínimo sendo a versão mais simples de um produto que pode ser lançada com uma quantidade mínima de esforço e desenvolvimento[2].

Desta forma, há uma quantidade significativa de pessoas dessas duas gerações que precisam estudar muito, seja os “Y”, que não se consideram ainda prontos, mesmo com todos os recursos tecnológicos a seu favor, seja os “Z”, que precisam acompanhar a evolução das metodologias.

Isto os coloca num grupo de pessoas que têm a síndrome do “Ainda não estou pronto”[3]. É a necessidade de estudarem bastante, fazerem diversos cursos, um após o outro, e ainda não se sentirem capazes de desenvolverem uma ideia empreendedora capaz de decolar.

Por que isso acontece e como se curar dessa síndrome?

O marketing atual está bem agressivo em relação aos treinamentos e cursos. A tecnologia tem ajudado bastante a difusão deles e são utilizados muitos recursos que induzem às pessoas tomarem decisões mais rápidas, o que os faz comprarem mais. Outro ponto é ideia que, quanto mais curso melhor e isso se dificulta a colocação em prática do que já foi aprendido. Não estou aqui desqualificando o aprendizado, mas sim o comprometimento de muito tempo e recursos financeiros, e à vezes, em cursos que não agregarão de fato no propósito final do profissional.

Como se curar então?

1.  Planeje primeiro onde você quer chegar;

2.  Crie a espinha dorsal de conhecimentos básicos e necessários para startar o processo;

3.  Identifique que conhecimentos você já tem que agregarão à esse propósito ou negócio em vista;

4.  Identifique quais os conhecimento que você ainda não tem;

5.  Defina prioritariamente por onde começar, com o pouco que acha que sabe;

6.  Busque parcerias que já têm o conhecimento que você ainda não tem e que demoraria mais tempo para adquiri-lo;

7.  Pense na escalabilidade (produto ou serviço consumível por muita gente, em qualquer lugar e em pouco tempo);

8.  Estabeleça uma forma de ser consumido repetidamente pelo mesmo cliente;

9.  Erre logo para corrigir logo;

10.  Construa seu MVP pra ontem. Comece e comece a agir.

Por fim, te desejo sucesso, porque sorte está ligada ao acaso e o sucesso, ao seu esforço.

[1][2] Fonte: Wikipedia [3]Esta síndrome não existe na ciência, é apenas uma definição para analogia do autor.


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Maurício Guimarães

Maurício Guimarães

Master Coach e Consultor em gestão empresarial com vasta experiência em corporações de diversos portes. Possui formações acadêmicas e em Coaching que lhe dão autoridade no assunto. Professor de vários MBA´s em gestão empresarial e pessoas, atua também como palestrante e treinador comportamental de líderes e equipes.