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Reflexões humanas

Honestidade

Foto: Internet
A mídia tem dado destaque, já por duas semanas, a respeito da atitude do jogador de futebol do São Paulo FC, Rodrigo Caio,no último jogo contra o EC Corinthians Paulista. Só para recordar, em um lance envolvendo o dito jogador com seu adversário, o atleta Jô, e o goleiro da equipe sãopaulina, resultou na contusão desse último. O árbitro da partida, convencido que a contusão do goleiro foi causada pelo jogador Jô, aplicou-lhe o cartão amarelo. Rodrigo Caio, então, disse ao juiz que havia sido ele o causador do fato. O árbitro então anulou o cartão dado ao jogador corintiano, aplaudindo a atitude do jogador Rodrigo Caio. O fato gerou revolta nos seus companheiros do clube, mas com aprovação total da mídia e dos órgãos desportivos.

Ora, um ato de honestidade deveria ser considerado um fato normal em qualquer campo de atividade humana. Evitou-se o cometimento de uma injustiça, sejam quais forem suas conseqüências. Anormal é o contrário. No entanto, o mencionado atleta vem sofrendo pressões sobre sua honesta atitude. A que ponto chegamos!

Lembro-me dos dizeres de Rui Barbosa, que escreveu mais ou menos isto: que, de tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver triunfarem a desonestidades, o homem chegaria a ter vergonha de ser honesto. Triste realidade, mas uma MENTE SÃ não pode chegar a esse ponto. Mais que o aspecto religioso, mais que o aspecto ético, mais que tudo, existe a dignidade, a responsabilidade que cada um tem consigo mesmo, com seus familiares, amigos e comunidade onde se encontra inserido. Não fazer nada daquilo que possa envergonhar-se depois é a grande chave. A herança maior que se pode deixar para seus filhos é a dignidade. Isso ninguém poderá tirar; é eterna.

Portanto, honestidade, SEMPRE. O RESTO QUE SE DANE!

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Geraldo R.R. Costa

Geraldo R.R. Costa

Geraldo R.R. Costa é mineiro e mora em João Pessoa. Bacharel em Direito, é coronel reformado da Polícia Militar de Minas Gerais. Pertence à Fundação Logosófica - em Prol da Superação Humana - desde 1988. É vice-presidente da Associação dos Ostomizados da Paraíba. Escreveu vários artigos para o jornal A União e para o jornal da Associação dos Ostomizados do Estado de São Paulo, de circulação nacional.