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Improvisação

Foto: Internet
Tornou-se comum, e como maior rigor no Brasil, rendendo-lhe fama no cenário mundial, a tendência para a improvisação. O “jeitinho brasileiro”, como é chamado, tornou-se uma característica, felizmente com inúmeras exceções. 

A cultura do “jeitinho” e do “quebra-galho”, tão comuns em comportamentos, pode levar a inúmeros aborrecimentos e até tragédias. Atitudes desse quilate são observadas em diversas residências, por exemplo, quando moradores preferem fazer um “gatilho” em suas instalações elétricas, colocando a família em risco. E o que dizer de mecânicos que preferem um improviso no motor dos veículos, colocando em risco a vida de seus utilizadores. E aquela tendência que todos nós temos de auto-medicarmos, sem procurar um especialista que vai nos proporcionar um tratamento eficaz para nossas doenças. 

Quantos imóveis, quantas pontes já vimos desabar por conta da improvisação na utilização de material inadequado. Quantos acidentes já presenciamos, quantas perdas já vivenciamos. Quantos fracassos colecionamos por conta das improvisações. A quanta coisa deixamos de dar o devido valor, gerando inúmeros aborrecimentos, tornando-se obstáculos às nossas metas. 

A irresponsabilidade, a negligência, a preguiça, a economia porca, tudo isso se verifica nestes casos e em tantos outros na vida corrente. É que adotamos tudo isso em troca da procura da real solução, pois essa exige planejamento, reflexão e trabalho. Se fizermos um balanço daquilo que temos realizado, vamos verificar que  muita coisa ficou por conta da improvisação, do comodismo. 

Se tivéssemos tido uma atitude mais reflexiva, talvez os resultados tivessem sido melhores e teríamos afastado muitas adversidades e alcançado os objetivos almejados. Até no campo religioso isto se verifica: procura-se pelas soluções fáceis para alcançar o perdão de nossos pecados, ao invés de trabalhar, nós mesmos, para a redenção, através da mudança de comportamento e da feitura do bem. Eis aí um desafio que podemos lançar no alvorecer de um novo ano: expulsar o comodismo, procurando de vez as soluções e afastar as improvisações.

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Geraldo R.R. Costa

Geraldo R.R. Costa

Geraldo R.R. Costa é mineiro e mora em João Pessoa. Bacharel em Direito, é coronel reformado da Polícia Militar de Minas Gerais. Pertence à Fundação Logosófica - em Prol da Superação Humana - desde 1988. É vice-presidente da Associação dos Ostomizados da Paraíba. Escreveu vários artigos para o jornal A União e para o jornal da Associação dos Ostomizados do Estado de São Paulo, de circulação nacional.