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Coronavírus e os olhos

Foto: divulgação

Acredita-se que nossos olhos podem desempenhar uma função importante na disseminação e prevenção do surto do novo coronavírus. Além disso, a doença pode ter manifestações oculares importantes. Vale ressaltar que, por ser uma doença recente, muito  está sendo descoberto todos os dias e conceitos e condutas podem mudar rapidamente.  

A primeira pessoa que alertou o público sobre a epidemia da Covid-19, foi um oftalmologista, Dr. Li Wenliang, que, após sofrer represálias das autoridades chinesas, faleceu por Covid-19 este ano.

Os coronavírus são vírus conhecidos por afetar pássaros e mamíferos. Existem vários tipos deles, inclusive foram responsáveis pelas epidemias de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV) em 2002-2003 e Síndrome Respiratória do Oriente Médio em 2012.

Em dezembro de 2019, em Wuhan, China, foi relatada uma doença nova causada pelo coronavírus do tipo SARS-CoV-2: a COVID-19, que se tornou uma pandemia que assola todo o mundo atualmente.

Já existem relatos de conjuntivite causados pela Covid-19 (inclusive com detecção do coronavírus colhidas de amostras de secreções oculares do paciente). Ou seja, olhos vermelhos podem ser um sinal da doença. Em outros animais, alguns tipos de coronavírus causam um amplo espectro de manifestações oculares desde o segmento anterior, como conjuntivite e uveíte anterior, até condições que ameaçam a visão como retinite e neurite óptica.

Além disso, os coronavírus podem sofrer mutações in vivo que alteram drasticamente as manifestações da doença. Existe alguma evidência da transmissão do SARS-CoV-2 através de tecidos oculares, mas mais pesquisas precisam ser feitas para confirmar sua habilidade de infecção de tecidos oculares e seus mecanismos patogênicos. 

Para reduzir o risco de contrair o novo coronavírus, além dos cuidados de higiene e limpeza amplamente divulgados nos meios de comunicação, evite tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos não lavadas. 

Como a pandemia está se alastrando, o conhecimento sobre o vírus provavelmente aumentará, com mais pesquisas sobre a correlação entre os coronavírus humanos e os olhos. Esse entendimento nos orientará melhor sobre medidas de controle de infecção e também sobre a possibilidade do uso de tecidos oculares (e até mesmo lágrimas) como ferramenta diagnóstica. Enquanto isso, temos que continuar intensificando nossos cuidados para nos proteger e evitar o contágio!

 Luiza Toscano, oftalmologista, CRM-PB 9935

Professora de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba


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