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Outubro Rosa

Foto: divulgação
O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização, cujo intuito é alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do carcinoma do colo uterino.

O câncer de mama é uma doença heterogênea, cuja gênese é multifatorial, com diversos aspectos clínicos, morfológicos, genéticos e de comportamento biológico variável. E o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, e o primeiro da população feminina.

Apesar de não possuir uma etiologia definida, devemos aprimorar as pesquisas, estratégias preventivas e curativas. Conhecer e identificar os fatores de risco que determinam a evolução da doença melhora o cenário tanto na incidência quanto no prognóstico. Os fatores relacionados ao cotidiano da mulher que podem ser adotados são: manutenção do IMC dentro dos valores limítrofes, com uma dieta equilibrada, atividade física regular e restrição do etilismo e do tabagismo. Além disso, a terapia de reposição hormonal pode ser feita, porém estudos indicam um risco cumulativo com terapias prolongadas acima de 5 anos. Os fatores de risco individuais que não podem ser modificados são: sexo feminino, idade (após 50 anos), raça, etnia, fatores reprodutivos e hormonais (menarca precoce e menopausa tardia), história familiar, herança genética (genes BRCA1 e BRCA2) e patologia mamária prévia (hiperplasias epiteliais típicas e atípicas).

Não temos como evitá-lo, mas se fizermos um diagnóstico dos tumores mínimos de mama, isto é, em fase inicial podemos curá-lo. Com o programa de rastreamento seguro, podemos reduzir a morbidade e a mortalidade. Para isso, o Colégio Brasileiro de Radiologia(CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia(SBM) e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia(FEBRASGO) recomendam que as mulheres façam mamografia anual, a partir de 40 anos até os 74 anos e acima de 75 para mulheres que tem expectativa de vida maior que 7 anos. Além da mamografia, são recomendados outros exames complementares, como ultrassom e ressonância magnética, principalmente para pacientes com mamas densas e consideradas de alto risco. O principal objetivo do rastreamento é detectar lesões subclínicas, ou seja carcinoma in situ ou invasor.

Novos métodos para o diagnóstico foram incorporados à propedêutica invasiva da mama, como punção aspirativa com agulha fina (PAAF), core-biópsia e mamotomia (biópsia a vácuo), que permitem a coleta do material para exame citológico e histopatológico, que são capazes de confirmar se a lesão é benigna ou maligna.

O tratamento do câncer de mama é complexo, depende das condições clínicas (estadiamento), da morfologia e do comportamento biológico do tumor e as vezes da assinatura genética. A tendência atual é indicar cirurgia conservadora, com abordagem da axila, seguida de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e imunoterapia. Em várias situações, a mastectomia (retirada da mama) se faz necessária, principalmente nos casos de carcinoma localmente avançado ou multifocal. O que determina a cirurgia conservadora x mastectomia é o diagnóstico em fase inicial, diminuindo as mastectomias, cirurgias tão temidas pelas nossas pacientes.

Felizmente, as campanhas educativas vem despertando as mulheres da necessidade de realizar os exames periódicos citados anteriormente anualmente, dando a oportunidade de visualizar lesões mínimas de mama, aumentando a probabilidade de cura. Nesse mês, em especial vamos mobilizar e despertar o interesse em nossas mulheres para realiza-los. Por isso mulheres, fiquem atentas. VIVA O OUTUBRO ROSA !

Lúcia Sarmento de Oliveira Figueiredo | CRM-PB: 2774 | Especialidade: Mastologia


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