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Cleiton Moradillo da Silva

"Um dos maiores desafios em gerir o hospital é preservar a qualidade do serviço que você alcançou e manter a equipe motivada"

Saiba quais os maiores desafios de administrar um hospital de alta complexidade

Foto: divulgação
A administração de um hospital de alta complexidade é uma tarefa desafiadora, que exige expertise. Para Cleiton Moradillo da Silva, gestor de serviços hospitalares da Unimed João Pessoa, para ser um administrador de excelência é preciso ter uma visão sistêmica do hospital e enxergar as potencialidades dos colaboradores para designar tarefas de acordo com cada perfil. ‘É diferente de qualquer tipo de instituição. Temos que ser rápidos, ágeis, precisos e ter foco na vida humana”, comenta o gestor, que é responsável pelos hospitais Alberto Urquiza Wanderley e Moacir Dantas, unidades próprias da Unimed JP. 

Natural de Salvador, na Bahia, Cleiton tem 25 anos de experiência na área hospitalar e executa projetos em vários estados como Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e Paraíba. Ele é formado em administração de empresas pela Universidade de Salvador e em ciências econômicas pela Faculdade Católica de Ciências Econômicas da Bahia, doutorando em Gestão Empresarial, pós-graduado em Administração Hoteleira (UFBA), consultor e instrutor do Sebrae, consultor em Gestão Empresarial e Hospitalar, auditor da qualidade, auditor líder em ISO, professor universitário, consultor do Ministério da Saúde e membro da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares. 

Em entrevista exclusiva, o administrador comenta quais os desafios de gerenciar um hospital de grande porte e a importância de uma equipe especializada e humana. 

Confira na íntegra: 

Na prática, o que faz um administrador de hospital?

Conduz toda a equipe e faz o mais importante que é identificar as qualidades de cada gestor. Desta forma, é possível colocar as pessoas nos lugares certos para que, assim, a instituição possa funcionar tranquilamente com suas características administrativas e assistenciais preservando o foco no cliente, que é o paciente, a vida humana.  Temos que ser rápidos, ágeis e precisos, porque qualquer erro pode levar a algum dano. Desenvolvemos muito mais uma visão sistêmica e o poder de decisão, raciocínio lógico e identificação de todos os setores trabalhando de maneira única. O administrador tem essa atividade de ter visão do que é administrativo, o que é área de apoio, assistencial e suas interligações para que nada falte ao hospital. Quando perguntam se é como gerenciar uma empresa normal, afirmo que não. A pessoa que fica na recepção do hospital, por exemplo, não é igual a recepção de outra atividade, nós temos que ter outra linguagem, percepção, necessidade de empatia, presteza e assertividade. 

Quais características deve ter um administrador de hospital de excelência?

Em primeiro lugar, conhecimento. Em seguida, a experiência. Para estar como diretor de hospital, tive que aprender todas as áreas da administração e fiz questão de exercê-las para conhecer de perto cada processo. Se quero dar orientação para o que é certo ou errado, tenho que saber o que estou falando. A característica é ter expertise, empatia, saber ouvir, ter credibilidade com sua equipe por meio de suas ações e, acima de tudo, estar aberto a todo momento a mudanças, não alterando diretrizes operacionais ou gerenciais que já tenham sido definidas pela instituição. Um administrador que não tem visão sistêmica do hospital não se torna um profissional de excelência. 

Como é administrar o Hospital Alberto Urquiza? Há quanto tempo o senhor está atuando no local?

Por eu ser o gestor de Serviços Hospitalares, juntamos com os demais diretores das duas unidades, o Alberto Urquiza Wanderley e o Moacir Dantas, cada um tem suas características e importância. O HAUW, por ser o maior hospital da Paraíba, pioneiro e ter os cooperados, exige um pouco mais de dedicação, atenção e ações. É muito trabalhoso e, ao mesmo tempo, gratificante. Quanto mais trabalho, mais resultados são alcançados, como no Moacir Dantas, que vem sendo direcionado para a área pediátrica. É muito importante ter uma equipe boa para que isso flua corretamente. Retornei para a Unimed JP nesta gestão e estou desde o dia 1 de abril exercendo o cargo de gestor de Serviços Hospitalares. Já estive na casa de 2012 a 2014, como diretor de operações, o que torna mais fácil pelo fato de já conhecer boa parte da equipe.

Quais são os maiores desafios do dia a dia como gestor?

Preservar a qualidade do serviço que você alcançou no hospital e manter a equipe motivada, porque a velocidade é grande dentro do ritmo existente, e não deixar faltar absolutamente nada para o paciente. Outro desafio é fazer com que os nossos colaboradores tenham visão sistêmica, todos os dias colocando que eles precisam entender não só a área deles, mas todas as áreas, a corrente dos setores, da jornada do paciente, porque a ação de um vai refletir em outro. Além disso, fazer com que as pessoas convivam entre si, façam seu trabalho e a máquina do sistema operacional rode tranquilamente sem maiores ajustes. Um dos maiores desafios do dia a dia é encantar o cliente e oferecer tudo o que ele precisa para que o período de tratamento seja agradável e tranquilo. Outro ponto é o desafio orçamentário, como uma empresa, é importante salientar que tem que dar tudo fazer atendimento de excelência, mas tudo tem seu valor e tem que analisar o custo benefício para essa situação.

Na sua opinião, quais os pontos mais fortes do Hospital Alberto Urquiza e Moacir Dantas?

A marca Unimed João Pessoa com certeza é o ponto mais forte. E em segundo, a grade de cooperados. Nós temos quase todos os médicos da Capital no nosso hospital, o que nos dá a tranquilidade de ter os melhores e mais especializados, tornando o corpo clínico um lado forte. Outro fator relevante é a estrutura do hospital que é de alta complexidade, o paciente pode vir e executar todos os tipos de exames e o consenso do nosso corpo com o cliente interno, empatia dos cooperados que passam para o paciente.


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