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Cana geneticamente modificada pode se tornar uma realidade no Brasil em breve

CTNBio vai analisar o primeiro pedido de liberação de cana transgênica

Foto: Divulgação
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizou, semana passada, uma audiência pública para subsidiar a análise do primeiro pedido de liberação comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada. Essa solicitação é uma demanda do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que desenvolveu uma variedade da cana resistente à broca do colmo, praga muito comum no centro-sul do país. 

O CTC protocolou em 27 de dezembro de 2015 o pedido de liberação comercial que desencadeou nesta audiência pública. O processo em torno da cana-de-açúcar resistente à broca do colmo aguarda deliberação das subcomissões setoriais ambiental, animal, vegetal e de saúde humana da CTNBio.

Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, a broca do colmo ou Diatraea saccharalis é uma praga que está presente em todos os canaviais do centro-sul do Brasil, em maior ou menor intensidade e que, causa prejuízos consideráveis equivalentes a R$ 5 bilhões por ano. "Ter uma cana geneticamente modificada e resistente a essa praga será um avanço significativo, que vai impactar positivamente em toda a cadeia produtiva", afirma Murilo.

Segundo o presidente da CTNBio, Edivaldo Velini, em duas décadas de existência, a comissão elaborou relatórios de 74 pleitos de Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA) de cana-de-açúcar transgênica. Segundo Velini, os primeiros trabalhos avaliados, ainda nos anos 1990, tinham como objetivo a inibição de florescimento e tolerância ao estresse hídrico e aos vírus do amarelecimento foliar e do mosaico, mas, mas hoje predomina a resistência a insetos.



Assessoria