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Distribuição de renda

Futebol gera renda para clubes, jogadores, treinadores e patrocinadores

O futebol é um esporte que atrai paixões para bem além de fronteiras intercontinentais.

Por meio da sua natureza altamente competitiva, o futebol é um esporte que atrai paixões para bem além de fronteiras intercontinentais. O espetáculo produzido em campo também chama a atenção de bilhões de pessoas pelo menos a cada quatro anos, por meio de megaeventos como a Copa do Mundo da FIFA.

Pelo seu gigantismo, o futebol também compõe um mercado que atrai cifras enormes. As estimativas da companhia Statista dizem que o esporte movimentou somente na Europa 131,3 bilhões de reais entre 2017 e 2018. Boa parte desse dinheiro esteve concentrado nos maiores clubes do continente, que conseguem manter a audiência de milhões de espectadores cativos semana a semana, em todos os cantos do planeta.

Enquanto o Brasil (ainda) não possui esse tipo de projeção, o país é um dos maiores mercados fora da Europa. Em 2017, somente os 20 maiores clubes do país conseguiram arrecadar 5 bilhões de reais em receita, cifra que consegue ser adquirida mesmo com a crise econômica, que muitas vezes nos obriga a regular mais os gastos não relacionados às necessidades básicas, o que mostra o poder que o futebol tem sobre o consumidor


Fonte: Pixabay

Com isso, aumenta também o interesse de grandes e pequenas marcas em investir nesse mercado. Lá fora já temos a presença de companhias como a Betfair, uma casa de aposta online associada ao gigante espanhol Real Madrid, cuja holding gerou 10,1 bilhões de reais em receita no ano passado. Isso sem mencionar outras companhias, desde a fabricante de automóveis Chevrolet até companhias aéreas como a Fly Emirates e a Etihad Airways, que estampam as camisas dos maiores times da Europa.

Já aqui, além da presença óbvia da Globo como rede transmissora do Campeonato Brasileiro na televisão aberta, temos como exemplo recente a inclusão do Assaí como patrocinador máster do torneio. A associação se tornou concreta por meio de um acordo que é válido até o final do ano. Tal peça de marketing é uma tática excelente para a empresa de vendas em atacado, que tem procurado expandir suas fronteiras de consumo para as famílias após anos de foco em fornecimento de produtos para pequenos e médios empresários.

Outro bom exemplo da união entre futebol e empresas aqui no Brasil é o investimento da companhia de bebidas energéticas Red Bull no Bragantino, clube da Série B. Essa associação já teve um ótimo resultado, com o time paulista conquistando uma vaga antecipada para a Série A do ano que vem. E o orçamento de 2020 para o Bragantino, que começará a carregar o nome “Red Bull” de forma oficial na próxima temporada, inclui um investimento de 200 milhões de reais para já colocar o time na disputa entre os primeiros lugares do Brasileirão.


Para o empresário com menos recursos financeiros, estas cifras podem passar a imagem de que o mercado de futebol como forma de marketing é algo inatingível, mas este certamente não é o caso na prática.

Estes empreendedores ainda podem procurar por oportunidades de associação em clubes menores, sejam eles de dimensão local ou estadual. Não é à toa que clubes de futebol de menor porte, incluindo os que disputam o primeiro nível do Campeonato Paraibano, têm uma quantidade tão grande de patrocínios – muitos deles sendo, de fato, negócios da cidade.

Tal associação pode parecer custosa de início, mas ela pode servir como uma excelente forma de alavancagem da imagem da empresa, considerando não só a exposição dela em novos meios como TV e internet, mas também potenciais negócios que podem surgir a partir de uma parceria com um clube local.

Além disso, pode ser gratificante para o empresário de uma companhia local ver os seus recursos apoiando o futebol regional, por isso, não recue caso esse seja seu plano, afinal, o segredo para entrar em um mercado com tanto potencial lucrativo é deixar temores de lado e fazer a escolha certa.




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