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Debates e lançamento de livro marcam último dia do Fest Aruanda

Festival se encerra oficialmente nesta quarta, mas debates ainda seguem na quinta

Foto: divulgacao
A quarta-feira do 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro começou com debates em torno dos curtas e longas-metragens apresentados na terça-feira, no Cinépolis Manaíra Shopping. As discussões se deram no Hotel Aram, com a participação de diretores, atores e produtores desses filmes e a moderação de Amilton Pinheiro e Maria do Rosário Caetano. Também aconteceram dois painéis e o lançamento de um livro. Com chancela da UFPB e patrocínio do Grupo Energisa, Cagepa e Armazém Paraíba, via Lei Federal de Incentivos do Ministério da Cidadania, o Fest Aruanda vai até o dia 4 de dezembro, com entrada franca em todos os dias.

O Diálogos Audiovisuais I discutiu os curtas dessa terça-feira, sob a moderação de Amilton Pinheiro, curador e diretor artístico do Fest Aruanda. Depois, na segunda parte dos Diálogos, sob a moderação de Maria do Rosário Caetano, foram debatidos os longas-metragens da noite anterior: o documentário “Giocondo Dias,k ilustre clandestino”, de Vladimir Carvalho (PB) e “Pacificado”, de Paxton Winters (BR/EUA). Os atores Bukassa Kabengele e Débora Nascimento e os produtores Paula Linhares e Marcos Tellechea, do filme “Pacificado”, além do próprio Vladimir Carvalho, participaram da mesa de discussões.

A terceira parte da programação foi o painel com o ator Flávio Bauraqui e o cineasta João Batista de Andrade. Ambos falaram de suas andanças pelos caminhos difíceis, mas, ao mesmo tempo, ricos e prazerosos do cinema brasileiro. João Batista ressaltou que viver no Brasil é viver de sonho e pesadelo – e que, na realidade atual, estamos passando pela segunda dessas ideias antagônicas. Já Bauraqui contou a sua trajetória, desde o início difícil e cheio de rejeições racistas, e falou do seu amadurecimento como artista. “O futuro que eu quero é que todos nós, negros, tenhamos o poder de escrever e produzir, para que tenhamos a nossa visão espelhada na arte”, ressaltou.

A quarta-feira também foi de encerramento da oficina “Preservação de acervos audiovisuais e a importância da tecnologia na era digital, com José Maria Pereira Lopes, coordenador do Cedoc da TV Cultura (FPA) e ex-coordenador do acervo de cinema do MIS/SP.

Painel – A quarta e última parte dos debates aconteceu no Cinépolis Manaíra Shopping, com o painel Mulheres por trás das Câmeras – A produção paraibana revisitada, com Luísa Lusvarghi, Ana Bárbara Ramos, Patrícia de Aquino, Vânia Perazzo, Ana Isaura, Cristiane Fragoso e Virgínia de Oliveira Silva. Também aconteceu o lançamento do livro “Mulheres atrás das câmaras: as cineastas brasileiras de 1930 a 2018”, organizado por Luiza Lusvarghi e Camila Vieira Silva. As discussões aconteceram logo depois da sessão especial “Mostra Paraíba, feminina!”, que exibiu seis curtas-metragens de realizadoras paraibanas.

Último encontro – O 14º Fest Aruanda se encerra hoje à noite, mas ainda terá uma manhã de debates, nesta quinta-feira (5), no Hotel Aram, a partir das 10h. Haverá uma mesa sobre o filme de encerramento, com a participação de Glorinha Gadelha (compositora), Thiago Mattar (cineasta e realizador desse filme), Jotabê Medeiros (crítico musical/Carta Capital) e Silvio Osias (jornalista/CBN/Jornal da Paraíba/João Pessoa/PB), com a moderação de Maria do Rosário Caetano. Nesta edição, o Fest Aruanda festejou o centenário do cinema paraibano, cujo marco são as primeiras atividades cinematográficas realizadas na Paraíba, em 1919, pelo cineasta Walfredo Rodriguez.

Serviço

14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

Debates e painéis sobre os filmes exibidos e temas do meio audiovisual

Hotel Aram Beach & Convention – João Pessoa

A partir das 10h




Assessoria