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Comando Nacional Cria Comitê De Crise Com Bancos; veja o que muda no atendimento

A iniciativa foi tomada após reunião realizada nesta segunda-feira (16)

Foto: Reprodução Sindicato dos Bancários
O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em reunião realizada nesta segunda-feira (16), criaram um comitê de crise para acompanhar as orientações das autoridades de saúde diante da pandemia gerada pelo novo coronavírus (COVID-19) e tratar das medidas a serem tomadas pelos bancos, de acordo com a evolução da epidemia.

A preocupação é garantir a saúde e a segurança dos bancários, principalmente daqueles que fazem parte do chamado grupo de risco e das mulheres em gestação. Outra questão trazida pelo Comando foi o da suspensão das aulas nas escolas e a falta de opção para os cuidados com as crianças.

Alguns bancos já determinaram home office, afastamento e férias antecipadas, outros permanecem sem se pronunciar. O atendimento em caixas eletrônicos não será alterado, mas o atendimento em agências fica a cargo de cada banco, em cidades onde há transmissão comunitária.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil divulgou nesta terça-feira (17) novas orientações para os funcionários. A principal delas atende à demanda do Comando Nacional dos Bancários, que reivindicou o trabalho home-office para todos os funcionários que podem realizar o trabalho de suas casas, principalmente para aqueles que estão enquadrados no grupo de risco.

O banco determinou que funcionários acima dos 60 anos, grávidas, portadores de doenças crônicas, cardiovasculares ou pulmonares, além de pacientes de câncer devem trabalhar prioritariamente em isolamento em casa. Caso o trabalho do bancário destes grupos não seja possível em home-office, ele deverá ser liberado para ficar em casa, à disposição do banco. Também estão dispensados menores aprendizes e estagiários.

Nas cidades onde há transmissão comunitária confirmada pelo Ministério da Saúde (São Paulo e Rio de Janeiro), os funcionários da sala de autoatendimento devem ser retirados da função e cartazes trarão orientação aos clientes. Nestas cidades, também será permitido o abono de uma hora de trabalho por dia, flexibilizando a jornada, além de escalonar os turnos dos funcionários, mantendo as indicações da vigilância epidemiológica.

Bradesco

O Bradesco anunciou, na manhã desta terça-feira (17), algumas medidas para conter o avanço da epidemia do coronavírus. A principal delas é afastar imediatamente do trabalho, em departamentos e agências, os funcionários mais vulneráveis.

A partir das 12h desta terça, todos os trabalhadores considerados em grupos de risco devem se isolar em casa e quem tem celular corporativo deve levá-lo para o isolamento. Fazem parte deste grupo os bancários em agências ou departamento que tenham mais de 60 anos, transplantados, pessoas em tratamento de câncer, estagiários, menores aprendizes e pessoas com doenças crônicas. A pedido do movimento sindical, o banco incluiu ainda mulheres grávidas no grupo de pessoas vulneráveis, e estas também devem se isolar.

Quem tem doença crônica deve primeiro se isolar em casa e depois comunicar o banco sobre o isolamento através do Ligue Viva Bem (0800 701-1212).

Itaú

Mesmo depois de ter sido cobrado pelo Comando Nacional dos Bancários, que enviou um ofício à Federação nacional dos Bancos (Fenaban) na quinta-feira (12), o Itaú não informou quais medidas preventivas estabelecidas para reduzir o risco da transmissão do Coronavírus (COVID-19).

O caso é ainda mais grave se lembrarmos que na segunda-feira (16), o Comando Nacional e a Fenaban criaram um comitê de crise para acompanhar as orientações das autoridades de saúde diante da pandemia e tratar das medidas a serem tomadas pelos bancos.

Outras reivindicações do Comando

O Comando Nacional dos Bancários enviou, na quinta-feira (12), um ofício sugerindo medidas e cobrando negociações da Fenaban sobre os procedimentos a serem adotados pelos bancos em precaução ao novo coronavírus. Entre as medidas cobradas pelo Comando Nacional dos Bancários a ser adotadas pelos bancos, estão:

  • – Comunicação preventiva sobre os cuidados a serem tomados por todos, para evitar notícias erradas ou inverídicas;
  • – Adoção do teletrabalho e, nos casos em que isso não for possível, a antecipação das férias;
  • – Suspensão das demissões;
  • – Suspensão da cobrança de metas;
  • – Controle de acesso às agências, para que não haja aglomerações;
  • – Suspensão temporária das atividades de agências em áreas de risco, como aeroportos e hospitais;
  • – Reforço nos procedimentos de limpeza dos locais de trabalho;
  • – Transparência das informações com os trabalhadores e os sindicatos;
  • – Adoção de quarentena para bancários que voltarem de viagem ao exterior;
  • – Retirada dos bancários do serviço no autotendimento;
  • – Antecipação da campanha de vacinação da gripe, como forma de facilitar a identificação dos casos de coronavírus.

Alguns procedimentos os bancos já passaram a adotar após o ofício enviado pelo Comando dos Bancários, como a comunicação preventiva; o reforço na limpeza e a adoção da quarentena para aqueles que retornem de viagens ao exterior. Sobre a antecipação da campanha de vacinação, disseram que dependem de tramites com a Receita Federal e a Anvisa, mas que já conseguiram antecipar o início, que seria no dia 22 de abril para o dia 15 de abril, mas que vão tentar negociar com os órgãos para antecipar ainda mais.

Os representantes dos bancos também disseram que existe sensibilidade com as demais reivindicações e as mesmas serão levadas como recomendação para serem adotadas por todos os bancos.

“Com relação à adoção do teletrabalho para pessoas do grupo de risco e grávidas, não queremos que seja uma recomendação da Fenaban aos bancos, mas sim uma determinação. E quando não for possível o teletrabalho, que sejam liberadas, ou antecipadas as férias”, disse Juvandia. “Sugerimos aos bancários que fazem parte destes grupos, que solicitem essa alternativa e se não forem atendidos que entrem em contato com seus sindicatos”, completou.

Os sindicatos também foram orientados a comunicar ao Comando casos concretos que possam ser tratados pelo comitê de crise, como bancários que tenham suspeitas de infecção pelo vírus, mas estão sendo obrigados a trabalhar pelo gestor de sua unidade.




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