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Presidente da Abrajet PB fala sobre a falta de zelo com pontos turísticos importantes na Paraíba

No fim da segunda gestão, Messina Palmeira, conta sobre a determinação em cobrar aos governantes mais investimentos

Foto: divulgação
Conhecida como a maior indústria sem chaminé do mundo e um dos setores mais fortes da economia, o turismo é considerado essencial na manutenção dos comércios locais e culturais, além do ramo hoteleiro e de eventos. Durante a crise do coronavirus as viagens foram canceladas e o isolamento social reduziu o setor de turismo a zero, o que impactou severamente a economia, as empresas e profissionais autônomos da área. A expectativa é que as viagens retornem a acontecer normalmente apenas em 2021, principalmente as internacionais. O retorno gradativo deve acontecer por meio do turismo local, ou em estados vizinhos.  A grande questão é, como estão os nossos pontos turísticos? Em qual estado de conservação?

Para Messina Palmeira, jornalista e presidente da Abrajet PB, o descaso com os cartões postais do estado é preocupante. “Eu já me desgastei muito pedindo que as autoridades dessem atenção a Ponta dos Seixas, por exemplo, ela é o ponto mais oriental das Américas, e importantíssimo para a nossa história. Entretanto pouco se investe para torna-la um lugar de destaque e bem cuidado”, relatou a presidente. Segundo ela, existem vários pontos como esse, espalhados pelo mundo e todos eles recebem mais atenção do que o localizado em João Pessoa.

Ela ainda chamou a atenção para o Mercado Central, localizado no centro da capital paraibana, que se encontra em situação degradante inclusive no quesito sanitário. “É no mercado que encontramos a identidade do povo, através da gastronomia, do artesanato, das pessoas... e acreditamos que ele poderia ser um grande equipamento turístico, e está abandonado e relaxado”, explicou Messina. “Outro ponto importante e muitas vezes desconhecido, é o Mirante do Atalaia de Forte Velho Parte que é a construção paraibana mais antiga, que continua de pé, e foi construída na zona estuaria do Rio Paraíba no município de Santa Rita, feita por holandeses e com uma história muito rica” disse.

Em entrevista exclusiva para o Paraíba Total, Messina Palmeira falou ainda, sobre o tempo que passou na presidência da Abrajet, seccional Paraíba, dos legas deixados por ela e os desafios enfrentados. Confira na integra.




Redação do Paraíba Total
Rebeca Pontes