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Turismo pós-pandemia busca alternativas mais seguras e econômicas de viajar

Viagens autênticas e maior cuidado com higienização do ambiente fazem brasileiros optar por trocar de casa nas férias

Foto: Tudo Viagem
Duas associadas de um clube entram em contato por uma plataforma, trocam mensagens e decidem trocar de casa nas férias, num acerto do tipo "minha casa, sua casa", por um curto período. Parece filme, e é, porque essa foi a história do clássico "O amor não sai de férias", com Cameron Diaz, Jude Law e Kate Winslet que mostra um pouco desse modelo autêntico de hospedagem. 

No Brasil, a BeLocal Home Exchange apostou no turismo de troca de casa nas férias e, mesmo com a pandemia, tem observado um forte crescimento no número de associados. Diversas pesquisas têm mostrado que os brasileiros não veem a hora de viajar novamente. Um levantamento a Skyscanner indica que quase 40% acreditam poder viajar para destinos nacionais ainda este ano e a grande maioria planeja alguma viagem para os próximos seis meses. "Acredito que as pessoas estão preocupadas e cientes da importância do isolamento, mas viajar nas férias sempre esteve na lista de desejos dos brasileiros e agora mais do que nunca. As pessoas continuam planejando e sonhando com as próximas férias", analisa Andrea Aguiar, fundadora da plataforma, que acredita que a retomada deve ser cautelosa e gradual.

Andrea adotou a troca de casa há 17 anos para viajar mais e gastar menos e, em 2017, junto com outra sócia, criou a BeLocal Home Exchange, que hoje é o maior site de troca de casa nas férias da América Latina. "Nunca poderia ter conhecido tantos lugares se não fosse pela experiência da troca de casa", diz ela, que também planeja novas viagens com a família para depois da pandemia. "Devemos optar primeiro por um destino mais próximo, que possamos ir de carro mesmo, e depois vamos fazer uma viagem para países vizinhos. Estou descobrindo destinos incríveis na América Latina e cada vez mais apaixonada pela região", diz.

A grande maioria dos associados da BeLocal é do e de países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Chile, mas a empresa tem casas em mais de 20 países e mantém parcerias. "Criamos a BeLocal justamente para divulgar esse modelo sustentável de hospedagem na América do Sul, acabando com a crença de que viagens colaborativas não oferecem conforto e são apenas para jovens. Grande parte de nossos associados são famílias e aposentados, e temos tanto casas de altíssimo padrão como casas mais simples", observa.

Andrea credita o aumento do interesse pela troca de casas nas férias não só a uma maior atenção dos brasileiros com seus orçamentos, mas também à preocupação com a Covid, porque uma residência particular tem menos circulação de pessoas do que hotéis, pousadas ou imóveis de temporada. "Além da economia que pode chegar a 50% dos custos de férias da família, uma casa permite maior controle da higiene e desinfecção, e isso vai ser importante por muito tempo", reforça.




Dino