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Artista que retrata cultura nordestina faz sucesso na internet e vende até para famosos

O pintor baiano Eduardo Lima busca representar o sertão do Nordeste em suas obras

Foto: Arquivo Pessoal
A internet está sendo uma grande aliada do pintor Eduardo Lima, nascido em Capim Grosso, no interior da Bahia. É por meio das redes sociais que ele está conseguindo alcançar um grande público para vender suas obras de arte representantes do sertão nordestino.

Foram tantos compartilhamentos que ele conseguiu que o seu negócio, Eduardo Lima Art, chegasse até famosos, incluindo o influencer Felipe Neto, que fez uma encomenda personalizada para o pintor.

Com o crescimento de seu trabalho, Eduardo está vendendo mais do que seus quadros, que custam entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil. Agora, ele oferece produtos estampados com sua arte, como camisetas, canecas e pôsteres. O faturamento é de R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês.

Mas o começo da carreira artística de Eduardo não foi fácil. O seu primeiro contato com a arte foi na olaria em que seu pai trabalhava com cerâmicas fabricando telhas. Aos oito anos, o menino ia fazer uma visita e começava a brincar de fazer esculturas. De lá, ia para a escola e aproveitava para desenhar.

Aos 18 anos, ainda não pensava em levar uma carreira séria como artista e foi trabalhar como frentista. “Comecei a pintar quadros para mim mesmo e para a minha família no meu tempo livre”, diz Eduardo. Ele deu uma de suas obras para ser pendurada na loja de sua esposa Aparecida Cruz. Era apenas uma decoração, mas um cliente pediu para comprar e o casal decidiu vender.

Então Eduardo fez outro quadro para pendurar no mesmo lugar — e outro cliente quis comprar. “Foi natural assim começar a vender. Eu passei a fazer pinturas depois que chegava do trabalho para vender. Virei um frentista artista”, brinca Eduardo. Foram nove anos de trabalho no posto de gasolina até ele decidir que queria fazer carreira como artista plástico.

“Eu peguei minhas telas, comprei um carrinho bem velho e passei a viajar pela região para expor em praças públicas do interior. Eu era como um ambulante de arte”, diz o artista. Mas ele ainda teve muitas dificuldades para conseguir vender suas obras — chegava a pensar até em voltar para ter um emprego fixo e fazer arte para ele mesmo.

Divulgação na internet

Foi com a internet que Eduardo conseguiu dar uma reviravolta em seu negócio. A primeira página que ele criou foi no Facebook, em 2010. “No começo, as pinturas tinham 12 curtidas, era muito pouco. Então eu sempre pedia para que as pessoas começassem a curtir e compartilhar. Foi andando devagarzinho até chegar no que é hoje”, diz o artista. Ele hoje tem quase 50 mil seguidores no Instagram e 30 mil no Twitter.

Aos 43 anos, Eduardo já enviou sua arte para mais de 30 países. “A recepção é sensacional, para mim é ótimo. A página que eu fiz no Instagram há dois anos é o que mais ajuda”, afirma. Com tantos compartilhamentos, a sua arte chegou até o influenciador Felipe Neto, que pediu que o pintor fizesse um retrato seu com o estilo de pintura do sertão nordestino. 

“O Felipe Neto viu, no Twitter, a minha obra de releitura da Monalisa e do Van Gogh. Foi por acaso mas ele gostou muito e entrou em contato comigo”, conta Eduardo. “Eu fiz e ele gostou tanto que depois entrou em contato para eu fazer um da namorada dele.”

Além disso, Eduardo conta que outros famosos entraram em contato e que vai iniciar os trabalhos em breve. Para o futuro, ele espera continuar crescendo e expor seus quadros na França e na Itália. “Eu quero levar o meu trabalho o mais alto que eu puder levar”, afirma o artista.




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