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Conheça os sinais e como agir para evitar o suicídio

Neste setembro amarelo, médico da Unimed João Pessoa fala sobre cuidados

Foto: divulgação
Nos últimos dias, um vídeo viralizou nas mídias sociais. Nele, duas meninas abordam um tema ainda tabu na sociedade: o suicídio. As garotinhas, com idade de 3 e 4 anos, alertam para a importância de falar mais abertamente sobre esse problema que atinge pessoas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa comete suicídio a cada quatro segundos no mundo. Apenas no Brasil, segundo o levantamento mais recente da OMS, foram registrados 13.467 casos em 2016. 

Apesar de ser um fenômeno complexo e de múltiplas determinações, que pode afetar qualquer pessoa - homens, mulheres, jovens, pessoas mais experientes e de origens, classe social, idade, religião e orientação sexual diferentes -, é possível reconhecer sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo. Ficar atento pode ajudar a salvar vidas.

“Ler esses sinais nas pessoas é importante. Isolamento, humor deprimido, falta de prazer em fazer coisas que fazia anteriormente, dizer que quer sumir, que a vida não vale mais a pena ou que se sente culpado por uma coisa sobre a qual na verdade não tem culpa... Essas são coisas muito importantes a serem observadas”, pontuou o psiquiatra Rivando Rodrigues, médico cooperado da Unimed João Pessoa.

Mitos - No dia a dia, por parecerem comuns para alguns, esses comportamentos podem passar despercebidos. E pode até ser que não seja nada grave. Mas é bom sempre estar atento. Rivando Rodrigues destaca que também é preciso desconstruir os mitos que envolvem o suicídio ou as tentativas. Dois dos mais comuns: “apenas pessoas deprimidas cometem suicídio” e “quem realmente vai se matar não avisa o que vai fazer”. 

“Esses mitos podem comprometer muito a ajuda que precisa ser dada. Pessoas sem depressão também tentam o suicídio. Não existe isso de que quem vai cometer suicídio não fala sobre o assunto. As pessoas falam sim, precisam de ajuda e nós precisamos ficar atentos aos sinais”, alertou Rivando Rodrigues. 

O médico disse ainda que o maior fator de risco relacionado ao suicídio é se a pessoa já fez alguma tentativa anterior. “Quem tenta uma coisa como essa está sentido uma dor tremenda e precisa que sua dor seja valorizada. Precisa ter o cuidado necessário”, disse. 

Este mês, em todo o Brasil, é celebrado o Setembro Amarelo. A campanha é realizada desde 2014 com o objetivo colocar o suicídio em debate, contribuindo para prevenir e reduzir o número de casos no país.

Conexão com você - Para ajudar os clientes a lidarem melhor com seus sentimentos e a realidade, a Unimed João Pessoa criou o grupo de educação em saúde Conexão com Você. O trabalho é conduzido por uma equipe de psicólogo, nutricionista e educador físico do Viver Melhor, unidade da Cooperativa focada em desenvolver ações voltadas para a promoção da saúde e qualidade de vida dos clientes.

As atividades normalmente são presenciais, mas, nesse momento, por questões de saúde, estão sendo realizadas de forma on line. Durante dois encontros, os clientes participam de apresentações que abordam cuidado da saúde mental, “nutrição” da mente, dialogando sobre perdas e lutos e efeitos do exercício físico nos hormônios.

As inscrições são gratuitas e exclusivas para os clientes. Para saber mais e para se inscrever, acesse www.unimedjp.com.br/viver-melhor.

Atenção especial - Confira a seguir quais são os grupos de risco para o suicídio, os principais sinais de alerta e como agir:

Grupo de risco

Segundo a OMS, há um grupo de risco para o suicídio. São as pessoas que:

  • Já tentaram se suicidar;
  • Têm depressão ou problemas com álcool e drogas;
  • Sofrem com grave sofrimento emocional, como a perda de um ente querido ou término de relacionamento;
  • Sofrem de dor ou doença crônica;
  • Já presenciaram guerras, violências, traumas, abusos ou discriminação;
  • São isoladas socialmente.

Sinais:

Fique atento a alguns sinais:

  • Pessoa ameaçando se matar;
  • Dizendo coisas como "ninguém sentirá minha falta quando eu for embora";
  • Procurando modos de se matar, buscando acesso a pesticidas, armas de fogo ou remédios, ou pesquisando na internet sobre modos de se suicidar;
  • Se despedindo da família e de amigos próximos, se desfazendo das posses e escrevendo testamentos.

Como agir?

Confira as recomendações do Ministério da Saúde:

  • Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio;
  • Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento;
  • Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa;
  • Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa;
  • Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.



Assessoria