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Johnny Rockets Brasil anuncia laboratório global da marca e se prepara para dobrar de tamanho

Capitalizada, rede de franquias já prospecta até compra de rivais no país

Foto: divulgação
Este tem sido um ano agitado para a franquia de hamburguerias Jonhnny Rockets. Em setembro, a marca internacional foi comprada pelo grupo FAT Brands, por US$ 25 milhões. Paralelamente, a máster-franquia brasileira, comandada pelo empreendedor Antônio Augusto de Souza, está perto de se tornar a maior rede internacional da marca – hoje, o posto pertence ao México.

O Brasil será o primeiro país a receber um Johnny Rockets Lab, que testará pratos originais e conceitos para serem expandidos para outros países. Com um investimento de R$ 4 milhões, o espaço de três andares abrirá as portas em dezembro, na Vila Madalena, em São Paulo, e PEGN teve acesso às imagens do projeto em primeira mão.

A loja vai ter um bar destinado a drinks, um deck com mesas externas e áreas temáticas em parceria com a Budweiser e com a Seara Gourmet. Também haverá espaços grafitados, batizados de Beco do Johnny, em alusão ao Beco do Batman, ponto turístico de São Paulo que fica na Vila Madalena.

A escolha do Brasil para abrigar esse espaço de testes se deu pelo pioneirismo da operação local com algumas inovações que hoje fazem parte do cardápio de outros países, como a costela ribs ou pratos feitos, que são vendidos por outras marcas, mas ainda não integravam o menu da franquia em nenhum país. "Fomos os primeiros a ampliar cardápio e mostrar que esses produtos funcionam na marca", afirma o diretor da máster-franquia, Alan Torres.

A rede também sempre teve liberdade para inovar em receitas tradicionais da marca, como o sorvete ou batatas fritas, e já enxerga a oportunidade de exportar para franquias de outros países, que hoje compram os insumos da matriz, diante da alta do dólar.

O executivo conta que nenhuma das cerca de 30 lojas da rede fechou as portas durante a pandemia. E que o período tem sido oportuno para negociar aluguéis e custos de ocupação. O próprio espaço da Vila Madalena contou com condições generosas.

Ainda neste ano, além do lab, serão inauguradas unidades em Campinas (SP), Vitória (ES), Gramado (RS), Foz do Iguaçu (PR), Curitiba (PR) e Jurerê (SC). Este último será um contêiner chamado Johnny Go, que é uma dark kitchen. Para o primeiro semestre do ano que vem, a rede vai lançar duas unidades drive-thru em Fortaleza e Curitiba. A meta é terminar 2021 com 50 unidades em operação e chegar a 64 até 2022 – o dobro do que tem hoje. A rede pretendia investir cerca de R$ 15 milhões em inaugurações neste ano, mas deve ficar perto dos R$ 12 milhões – mais pelo atraso nas obras do que pela capacidade de investimento.

A rede já vem investindo em modelos reduzidos de loja, orientados para o delivery ou take away mesmo antes da pandemia. No início de março, em entrevista a PEGN, Souza revelou investir cerca de R$ 750 mil para abrir quatro pontos com essas características. A aposta mostrou-se eficaz. “O delivery passou de 15%, antes da pandemia, para 40%. Agora está em 25% da receita e já estamos em 82% do faturamento global, em média”, diz Torres.

O modelo Johnny Go deve ter cerca de 15 lojas até o final do ano que vem. De acordo com o executivo, a prioridade é que os próprios franqueados abram os pontos reduzidos. Se não houver interesse, um empreendedor do mercado pode comandar a unidade.

O faturamento de 2020 deve ficar em torno de 17% abaixo do que foi projetado, mas cerca de R$ 3 milhões acima do resultado do ano passado – a rede não abre números absolutos. 

Sob um novo comando global, a máster-franquia brasileira está animada com o futuro. Inclusive, para fazer as próprias aquisições locais. “Devemos anunciar a compra de uma concorrente nas próximas semanas. Desde o ano passado temos conversado com duas marcas, uma delas de abrangência nacional. Faltam alguns detalhes técnicos”, adianta Torres.




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