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Aneurisma cerebral

Identificar sintomas e buscar socorro imediato podem salvar vidas e evitar sequelas

Francisco Neuton, neurocirurgião cooperado da Unimed João Pessoa, aponta fatores de risco e como prevenir a doença

Foto: divulgação
Considerado uma doença grave, o aneurisma cerebral é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. Apesar da falta de manifestações evidentes e da dificuldade do diagnóstico precoce, estar atento aos primeiros sintomas e procurar um especialista é fundamental para evitar complicações.

“O aneurisma é comum em 3,2% a 6% da população com uma idade média de 50 anos, sem distinção de gênero. Pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas há mais incidências no cérebro”, explica o neurocirurgião Francisco Neuton, médico cooperado da Unimed João Pessoa. “Por isso, é importante ser acompanhado por um especialista e realizar os exames de rotina para identificar possíveis riscos”, alerta.

Segundo Francisco Neuton, geralmente, a doença é descoberta durante a realização de exames rotineiros. “Qualquer pessoa pode ter e não sentir nada, mas quando ocorre um sangramento há, em geral, uma dor de cabeça súbita, muito forte e não alivia com analgésicos habituais. O tratamento definitivo pode ser embolização — uma espécie de cateterismo cerebral — ou neurocirurgia”, esclarece.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), a descoberta de um aneurisma cerebral antes do rompimento é capaz de alterar o prognóstico com uma mortalidade abaixo de 2%. Nos casos em que o diagnóstico acontece após a ruptura, cerca de 15% apresentam morte súbita e 30% a 40% dos pacientes retornam à vida normal de forma efetiva.

Fatores de risco – Tabagismo, drogas e hipertensão arterial são os principais fatores de risco para a ruptura de um aneurisma. Colesterol alto, diabetes, excesso de álcool e problemas que atingem os vasos sanguíneos também podem potencializar a fragilidade dessa dilatação, causando o rompimento de vasos sanguíneos com consequente sangramento para dentro da cabeça, conhecido como Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH).

O neurocirurgião explica que há sinais que devem ser analisados com atenção. “Dor de cabeça, náusea, vômito, perda de consciência e convulsão são indícios que algo não vai bem com a saúde. Nesses casos, a dor de cabeça não passa sozinha ou com remédios e é preciso ir com urgência ao hospital”, orienta o médico.

Segundo o neurocirurgião, uma das consequências da doença é o AVCH, que é fatal em 50% dos casos. “É uma urgência médica em que o paciente deve ser socorrido imediatamente para uma emergência. A rapidez no atendimento é decisiva para o quadro do paciente”, alerta.

Como prevenir – De acordo com Francisco Neuton, não há maneira conhecida de prevenir a formação de um aneurisma, mas tratar a pressão alta pode reduzir a chance de ruptura. “Controlar os fatores de risco, como a pressão arterial, praticar exercícios e ter uma alimentação balanceada, livre de excessos de sal, açúcar e gorduras também contribuem para minimizar os riscos”, comenta.




Assessoria