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Dia do Combate ao Câncer Infantil

Diagnóstico precoce aumenta em 80% as chances de cura

A oncopediatra da Unimed João Pessoa, Andrea Gadelha, alerta familiares para os primeiros sintomas

Foto: divulgação
Com os avanços da medicina nas últimas décadas, as chances de cura do câncer infanto-juvenil chegam a 80%, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA). O percentual se deve principalmente ao diagnóstico precoce e tratamento especializado com acompanhamento de um médico especialista. Nesta segunda-feira (15), foi comemorado o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil para conscientizar a população a respeito dos sintomas e valorizar a luta das crianças e adolescentes no combate à doença. 

A oncologista Andrea Gadelha, coordenadora da Unidade de Oncologia da Unimed João Pessoa, destaca a importância da família se informar sobre a doença para conhecer os primeiros sintomas. “Desta forma, é possível detectar o problema o quanto antes e iniciar o tratamento adequado para cada caso. Além disso, é preciso ter o acompanhamento regular de um médico especialista”, alerta.

O INCA estima que em 2021 sejam diagnosticados 8.8460 novos casos de câncer infanto-juvenis no Brasil. Os tipos mais comuns são leucemia, tumor cerebral, linfoma, neuroblastoma, no abdômen, e tumor de Wilms, nos rins. De acordo com Andrea Gadelha, o câncer infantil, em geral, se origina de células embrionárias e não tem relação com fatores ambientais, como exposição ao sol, tabagismo e obesidade, como acontece nos adultos. “Isso não significa que são hereditários, são raros os casos de origem familiar, por isso, é difícil fazer prevenção”, conta a especialista.

De acordo com ela, as chances de cura aumentam quando o câncer é detectado no início e ainda não se espalhou. “Na criança, esses problemas têm a característica de evoluir mais rápido, porém, em contrapartida, ela responde melhor ao tratamento”, diz. “Podemos usar vários tratamentos terapêuticos, como quimioterapia, transplante de medula em alguns casos, cirurgia, radioterapia, imunoterapia e hormonioterapia", explica.

A médica frisa ainda a importância da humanização no tratamento. “Geralmente, a criança fantasia um mundo mágico, no qual acredita que tudo é uma brincadeira, sem preocupações. A abordagem oncológica faz com que os pacientes amadureçam diante do sofrimento, mesmo com a proteção que todos possam dar. É uma luta desumana e, apesar dos bons resultados, o processo deixa marcas profundas”, conta Andrea. “Por isso, a humanização deve começar no ambiente hospitalar. O local deve ser lúdico, colorido e ter espaços temáticos, como brinquedoteca. Além disso, é importante e indispensável que os profissionais gostem de crianças para ter um acolhimento diferente com paciência e sorriso no olhar”, afirma.

Saiba como identificar os principais sintomas dos tipos mais comuns de câncer infantil:

Leucemia

· Palidez repentina, percebida entre uma semana e 30 dias;

· Dores nas pernas (dor “cansada”) que a impede de brincar. Crianças pequenas pedem colo em curtas distâncias;

· Manchas no corpo que parecem com pancadas, mas sem dor no local; podem ter também sinais vermelhos, como os de sangue;

· Febre no fim de tarde ou noite, mas sem característica de febre diária;

· Perda de peso e fadiga.

Tumor cerebral

· Cefaleia, geralmente pela manhã que melhora ao longo do dia ou depois que vomita;

· Vômito matutino e em jato;

· Marcha instável e cambaleante, caracterizada por quedas com frequência e tontura;

· Estrabismo que não apresentava antes;

· Visão dupla.

Unidade de Oncologia - Os clientes da Unimed João Pessoa contam com a Unidade de Oncologia e Medicamentos Especiais que atende consultas especializadas em hematologia e oncologia clínica e pediátrica. Além de aplicação de medicação especial para o tratamento contra o câncer, na unidade os pacientes recebem ainda medicação oral especial para ajudar no tratamento.

O serviço possui equipamentos de ponta, medicação de qualidade, uma equipe multiprofissional experiente e uma estrutura aconchegante e humanizada. O atendimento é realizado de maneira que cada paciente seja atendido em todas as suas particularidades.

 A estrutura foi toda pensada para que o paciente, adulto ou pediátrico, se sinta em um local aconchegante. Cada leito tem lugar confortável para o acompanhante e está ambientando de forma a parecer um quarto, lembrando o conforto de uma casa. São 16 leitos, sendo dez para adultos e seis pediátricos.

Na pediatria, os leitos receberam papel de parede colorido com temas infantis. Para as crianças, há ainda o acesso a brinquedos, para que a permanência seja mais lúdica e divertida. Os detalhes da estrutura incluem a recepção, elaborada para que o ambiente passe a sensação de sala de estar e não de espera para atendimento médico.




Assessoria