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Saúde e bem estar

Nutricionista explica quando usar suplementos vitamínicos

Paula Bacalhau, da equipe Unimed João Pessoa, alerta para o uso inadequado dos complexos

Foto: divulgação
Os suplementos vitamínicos são cada vez mais consumidos. Diversos laboratórios produzem os complexos, que ficam disponíveis em lojas especializadas, farmácias e até em supermercados - e são vendidos sem receita médica. Mas, o uso indevido e exagerado desses produtos, em vez de fazer bem, podem trazer problemas para a saúde.

A nutricionista Paula Bacalhau, da equipe de educação em saúde da Unimed João Pessoa, explica que os suplementos vitamínicos e minerais industrializados têm o objetivo de trazer um aporte para pessoas com escassez de nutrientes, má nutrição ou algum distúrbio que impeça a adequada absorção dessas substâncias. Por isso, eles não devem ser utilizados sem que haja necessidade específica e avaliação de um médico ou nutricionista. 

Os suplementos podem ser indicados para mulheres em período fértil, crianças em crescimento e idosos com absorção de nutrientes prejudicada. Mas, é sempre recomendável priorizar os alimentos – e, reforçando, fazer sempre a avaliação com um profissional antes de começar a consumir qualquer complexo vitamínico.

Sinais de alerta - Os sinais de deficiência de vitaminas e minerais são específicos para cada pessoa, porém existem alguns sintomas gerais. Os mais comuns são fadiga, indisposição, falta de apetite, dificuldade de sono, desidratação, queda de cabelo, fragilidade das unhas e dores musculares são os mais comuns.

“Mas há outros distúrbios, como o escorbuto, que é causado pela deficiência de vitamina C e que acarreta sangramento gengival, baixa imunidade e dificuldade de cicatrização. Também é comum a xeroftalmia, conhecida como cegueira noturna, que é causada pela carência de vitamina A, além de anemias causadas pela ausência de ferro, ácido fólico e vitamina B12”, exemplifica Paula.

O outro lado - Se a falta de vitamina é um problema, o excesso também pode ser. “Altas doses de vitamina A podem causar alteração hepática, por exemplo. Já o exagero na ingestão de cálcio, sem o aporte de vitamina D, pode sobrecarregar a função renal”, alerta a nutricionista.

Em resumo, só um profissional da saúde pode orientar, a partir de exames, quais vitaminas precisam ser suplementadas, melhores horários para ingeri-las e quais os tipos naturais e sintéticos mais adequados, de acordo com o paciente.




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