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iFood lança vale-refeição em busca da liderança no mercado

Com a chegada das plataformas de
entrega, como iFood, Rappi e UberEats, as soluções de delivery se
multiplicaram: o telefone ficou de lado, e os aplicativos passaram a entregar
tudo o que se possa imaginar.

O iFood é pioneiro nesse setor. A plataforma de
delivery faz a intermediação de todo o processo de compra entre o cliente final
e os estabelecimentos comerciais — desde o pagamento até a entrega.

Recentemente, a empresa passou a contar
com a oferta de itens de mercados, mas o carro-chefe continua sendo as
refeições prontas. Para se tornar líder desse mercado, o iFood lançou o seu
próprio vale-refeição, que serve também como um vale-alimentação.

O iFood já estreia com concorrentes de
peso. O segmento de cartões-benefício é liderado por empresas como Alelo,
Ticket, VR e Sodexo. Mas mesmo sabendo do desafio à frente, o iFood topou
entrar no páreo.

Isso porque o cartão-benefício é uma
forma de a plataforma ampliar sua participação no ramo B2B
(business-to-business). Ao oferecer a solução dos vales para as empresas, o
iFood ganha mais uma jarda no campo de serviços financeiros. Com isso, a
empresa passa a ter três tipos de clientes: os que usam o aplicativo para pedir
comida, os restaurantes e mercados, e as empresas que contratam os
cartões-benefício para seus funcionários.

Apesar da nova empreitada no ramo de
serviços financeiros, o iFood diz que sempre foi e continuará sendo uma empresa
de refeições.

Refeições no B2B

Antes de ter o VR para os consumidores,
o iFood já tinha lançado um cartão corporativo para empresas. Chamada de iFood
Office, a solução ajudava empresas a organizar o custeio de refeições no
ambiente de trabalho, como happy hours e outras comemorações. O lançamento do
cartão-benefício para funcionários — que é uma espécie dois-em-um, por servir
para compras em restaurantes mercados — completou essa solução.

“A jornada de trabalho vai ser híbrida
daqui para a frente, então o pacote de benefícios precisa mudar. O profissional
não almoça mais todos os dias do lado do escritório: um dia ele estará na
empresa, no outro estará trabalhando em casa, ou até na casa de um amigo ou
familiar. O iFood Refeição atende a todas essas situações”, explicou Paula
Rabelo, diretora do braço do iFood que oferece soluções para empresas, ao 6
Minutos.

Ela conta que mais de 500 empresas já
aderiram à base do VR do iFood, e que esse número vem crescendo
exponencialmente.

A princípio, o cartão era usado somente
no ambiente digital — ou seja, só para pedir uma refeição nos mais de 200 mil
parceiros do iFood cadastrados no aplicativo. Agora, alguns restaurantes
credenciados à plataforma também aceitam o benefício no consumo presencial, por
meio de um pagamento digital.

Segundo a diretora da empresa, o custo
do serviço é baseado somente nas taxas cobradas pelas adquirentes
(administradoras das máquinas de cartão).

Diversificação do iFood

A facilidade tende a ser o grande
chamariz para as empresas, especialmente as que têm menos funcionários. Os
empreendedores individuais e as pequenas e médias empresas tendem a ser o
público que o iFood pretende abocanhar — com o perdão do trocadilho — nessa
nova solução.

O usuário vai receber um valor fixo
mensal no cartão-benefício e poderá utilizar esses recursos em estabelecimentos
que aceitam o vale-refeição ou o vale-alimentação. Essa é outra solução que
veio para casar com a nova realidade do trabalho remoto: quem precisar fazer
mais refeições em casa poderá optar por comprar os ingredientes no mercado e
fazer a própria comida — tudo usando o vale recebido pela empresa.

A questão principal dessa lógica é a
fidelização do cliente. Com um cartão-refeição comum em mãos esse usuário pode
decidir se usa o aplicativo do iFood, alguma plataforma concorrente (Rappi e
UberEats, por exemplo), ou se vai a um restaurante presencial para consumir sua
refeição.

Ao centralizar a plataforma de
pagamento do benefício, o iFood acaba fidelizando o seu público. Com o iFood
Refeição em mãos, as opções de consumo do usuário são diversas, mas todas
dentro da plataforma da empresa. O poder de serviços da plataforma só crescerá.