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Pais e professores devem estar atentos para prevenir e identificar o cyberbullying

Gestos que intimidam e agridem pessoas tanto verbal quanto fisicamente caracterizam o bullying, que está cada vez mais presente no ambiente virtual. Para combater a prática, além do papel da escola na conscientização, a família deve estar atenta e acompanhar as ações e acessos dos filhos na web.

A psicóloga Clínica e Educacional do Over Colégio e Curso, Stephanie Barbosa, explica que uma das características do bullying é a tríade – agressor, vítima e “plateia”. “De modo geral, ele busca uma fragilidade ou semelhança com a sua vida e usa isso para atacar. Em algum momento, os agressores são também agredidos e tendem a repetir e refinar essas ações com outras pessoas”, conta.

Com o distanciamento e as aulas remotas, devido à pandemia da covid-19, tornou-se ainda mais essencial a participação dos responsáveis. A psicóloga lembra que o acesso à internet ocorre geralmente em redes domésticas e dispositivos, na maioria das vezes, particulares, como smartphones e computadores. “A família deve monitorar e limitar o uso e acesso às inúmeras mídias sociais, sites e aplicativos, e orientar sobre o tipo de postagens e comentários que os adolescentes podem exibir”, alerta.

De acordo com a especialista, os principais sinais de que uma criança ou adolescente está sofrendo bullying são mudanças bruscas no comportamento, apatia, recusa de estar no ambiente que ocorre tal ato, isolamento, falas negativas sobre si mesmo e choro ou tristeza persistente. Além disso, a aparente euforia, falsa alegria e explosões ou alterações de humor repentinas também são indicativos. “A reação é diferente para cada pessoa, alguns podem, inclusive, desenvolver depressão e ansiedade quando passam por algo assim. Nesses casos, a intervenção clínica de profissionais é indispensável”, aponta.

Papel da escola — No ambiente escolar, a maior preocupação é a prevenção com programas que trabalhem o tema e proporcionem ferramentas práticas e uma intervenção rápida caso ocorra algo. O setor de Psicologia do Over Colégio e Curso desenvolveu um projeto anti-bullying que aborda desde pesquisas em sala de aula ao acompanhamento individual e coletivo com debates a partir de filmes e séries – o Cine Over. “As crianças do Ensino Fundamental já participam do projeto, mas o foco são os adolescentes. O cronograma também tem a meta de alcançar as famílias que fazem parte da nossa comunidade escolar”, explica.

De acordo com Stephanie, são também realizadas escutas e orientações individualizadas diante de possíveis situações de bullying. “A vítima deve ser acolhida, a ‘plateia’ orientada e consequentemente o agressor advertido e punido segundo o regimento de cada instituição. Não é justo, muito menos aceitável depreciar sistematicamente o outro por qualquer motivo que seja, devemos combater isso dia a dia”, reforça.