Mesa redonda vai debater o sucesso e as tendências para o artesanato no Brasil

foto: Marcelo Casal Jr

Admirado e reconhecido por sua diversidade, qualidade e criatividade, o artesanato brasileiro, além de ser um importante instrumento de expressão cultural, também é considerado uma poderosa ferramenta de geração de emprego e renda em todo o país. Por essa razão, com a proposta de compartilhar experiências exitosas e debater os desafios e as tendências para esse segmento da economia criativa, o Sebrae Paraíba vai promover, durante a edição deste ano da Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos (FINCC), uma mesa redonda com o tema “Sucesso do Artesanato Brasileiro”.  

Participarão da mesa redonda, programada para o dia sete de maio, a gerente do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), Ana Paula Moura, além dos artesãos Maqueson Silva (AC), Edy Ribeiro (RS), Rosani Raffi Schilller (RS) e Sandra Cunha (SC).  

“(Durante a mesa) vou explicar o que é o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro e sua principal missão, que é promover o artesanato nacional, fortalecendo a sua importância cultural, social e econômica. Além disso, vou falar um pouco das ações desenvolvidas até o momento e das exposições que já passaram pelo CRAB, com trabalhos de artesanato que revelaram histórias, origens e territórios e representaram a expressão criativa e a potência da cultura popular”, explicou Ana Paula Moura.  

Ainda falando sobre o artesanato brasileiro, a gerente do CRAB também destacou que apesar de ser admirado por sua diversidade cultural e criativa, que atrai o interesse de públicos diversos do Brasil e do mundo, esse setor ainda precisa enfrentar uma série de desafios. “Acredito que o artesanato brasileiro ainda tem uma estrada pela frente para alcançar o lugar que merece. A atividade artesanal é fonte de renda para grande número de famílias brasileiras, seja nos grandes centros ou em pontos mais distantes, demonstrando muita potência e expressividade na geração de empregos. Entretanto, o artesanato ainda carece de um reposicionamento mercadológico e o artesão, de um aprimoramento constante de sua capacidade empresarial”, pontuou.  

Para que isso aconteça, conforme Ana Paula, é preciso promover uma reinvenção no setor. “Novos mundos precisam de novas atitudes. O CRAB pretende ser um grande aliado para o setor. Vamos preparar o artesão para a nova economia, que tem como premissa a superação de valores ultrapassados. Também vamos oferecer capacitação e conhecimento de mercado, mobilizar o artesão para participar de debates, palestras e ações de negócios, além do que já oferecemos com grande frequência: exposições de artesanato com alto valor agregado. O objetivo é fazer com que a produção artesanal brasileira seja reconhecida em sua diversidade e expressão cultural e seja identificada como geradora de negócios e de empreendedorismo”, acrescentou.