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Saiba como cuidar da memória e manter o cérebro ativo

Neurologista da Unimed João Pessoa, Rafael Gonçalves indica práticas simples e diárias

Foto: divulgação
Para se ter uma mente saudável, é preciso estimular a cognição do cérebro constantemente. Para isso, é importante criar uma rotina capaz de exercitar o raciocínio, como a leitura, atividades físicas regularmente e praticar os hobbies preferidos. “Há medidas simples que devemos seguir por toda vida para manter o cérebro ativo. Ter hábitos que façam a mente trabalhar, como estudar um novo idioma,  fazer atividades manuais. Porém, caso apareça algum sintoma, é necessário procurar um especialista”, pontua o neurologista cooperado da Unimed João Pessoa, Rafael Gonçalves.

O médico explica que não há idade específica para ser acometido com déficits de memória. “Em jovens, as causas mais comuns são relacionadas à ansiedade e aos transtornos de humor. Já em pessoas mais idosas, é preciso estar atento para a possibilidade de um quadro de demência, como a Doença de Alzheimer”, orienta. Segundo ela, há várias causas de problemas de memória reversíveis, como deficiência de vitaminas, disfunções hormonais e metabólicas. "No caso de doenças degenerativas, geralmente, os prejuízos cognitivos são permanentes e progressivos. Porém, existem tratamentos que podem retardar a progressão dos sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores”, explica Rafael.

Segundo o neurologista, o estilo de vida é a principal forma de prevenção dos problemas de memória. “É primordial cuidar da saúde física e mental, o que previne a depressão, o estresse e outros distúrbios de humor, assim como prezar pela qualidade do sono”, acrescenta. 

Memória na melhor idade — A aposentada Glória Nascimento, de 78 anos, exercita a mente e pratica atividades que estimulam o cérebro. “Adoro resolver palavras-cruzadas e usar os meios eletrônicos. Fiquei um pouco tímida no início, mas criei coragem e nunca mais parei de usar o celular e computador para me comunicar. Outros hábitos que aprendi a gostar foram a leitura e escrita”, conta Glória.

Além de estimular a atividade do cérebro, a aposentada não descuida do corpo. “Pratico exercícios físicos, faço alongamento e me preocupo muito com a alimentação. Não exagero, evito gorduras e não tomo água durante as refeições. Durmo bem e abandonei os hábitos não saudáveis”, comenta.

Manter o cérebro ativo depende apenas de medidas simples, mas persistentes, como estar atendo aos fatores de risco cardiovasculares e incluir hábitos que estimulem o raciocínio e a memória na rotina. Caso haja algum sintoma relacionado à cognição é necessário consultar um neurologista. 




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